(parando de arrumar os potes por ordem alfabética) Na verdade, Júlia, eu tenho uma ideia melhor. Por que só uma de nós faz a prova? CENA 3: ESCOLA – SALA DE AULA – DIA SEGUINTE

Júlia apresenta o Clone à mãe, MARTA (40 anos, exausta, tomando café direto da garrafa térmica).

(boquiaberto) Certa... certa. Muito certa. Tudo certa.

(Lendo a resposta que escreveu) “Um clone é uma cópia genética idêntica.” Certo, né?

As duas se olham.

Sim! Perdeu o outro nascimento, professor.

Ela olha para a geladeira velha que transformou em incubadora. Dentro, um pote de vidro borbulha um líquido verde-neon.

O Professor Valdir se aproxima.

(horrorizada) UMA MÃE CLONE? Ela vai nos fazer arrumar o quarto duas vezes!

Mas o Clone não está escrevendo. Está desenhando um pônei no caderno.

“Se for fazer, não mexe no meu iogurte probiótico”?

(sussurrando) PSIU! A PROVA!

(Apontando para o caderno) O professor escreveu aqui: “Faltou dizer que um clone também pode ser um amigo.”